arú

Aru¹ é a névoa que cobre a floresta amazônica na virada das estações.
Ela se forma antes do amanhecer, quando o ar esfria sobre a mata. De longe, é rio branco sobre o verde,
denso o bastante para fundir a linha entre floresta e horizonte.
Dura poucas horas. Logo o sol sobe e a floresta reaparece.
Para os povos do Rio Negro, o aru marca um tempo de recolhimento.
O ar muda, o corpo se retira. O que se recolhe, se prepara para florir.
A arú leva o nome desse intervalo.

Do que se organiza em silêncio e volta sendo o que sempre foi.


Juliana Hilkner examinando uma pedra com lupa na bancada do ateliêBancadas de joalheria do ateliê onde as peças arú são feitasJuliana Hilkner, fundadora e diretora criativa da arú

A FUNDADORA

Juliana Hilkner, fundadora e diretora criativa da arú, é arquiteta e designer de joias.
Das artes visuais traz a composição. Da arquitetura, a técnica.
Há mais de uma década projeta espaços, atenta à relação entre forma, luz, matéria e quem os habita.

A joalheria não veio como ruptura.


A mesma atenção que dedicava aos detalhes e aos volumes ela passou a dedicar a cada peça: a estrutura sustenta, a proporção conduz o olhar, o gesto da mão cria a forma.
Estudou design de joias na Central Saint Martins, de Londres, e no Istituto Europeo di Design, em São Paulo.
Arte, design, mobiliário. É desse repertório que a arú nasce.

A escala mudou, o método não.



1 Aru é um fenômeno meteorológico da Amazônia: o vapor que a floresta devolve à atmosfera e se assenta sobre a copa como uma camada branca. O nome vem do nheengatu, a língua geral amazônica falada no Rio Negro.